Há sempre aqueles que querem estar certos, acham que só sua opinião
vale, só a sua é a correta, que julga os outros por atos sem saber os fatos.
Aprender a Ceder
Aos sonhos, como aos pesadelos, chega
sempre a hora de acordar. É essencial compreender a realidade, viver de olhos
abertos, acolher a simplicidade da vida antes de querer resolver a complexidade
do mundo.
Cada um de nós tem o seu lugar no mundo,
talvez a ninguém caiba o do centro. Nas nossas relações com o mundo, com os
outros e connosco, é mais sábio aceitar do que impor, admirar do que exibir,
amar do que procurar ser amado... Viver é aprender a ceder. A
libertarmo-nos de nós mesmos. Só o nosso espírito nos pode soltar porque só ele
nos aprisiona. Ser autenticamente feliz depende de uma transformação na forma
de olharmos o mundo, aceitando-o sem grandes condições e agindo sem
precipitações. Cedendo. Cedendo, sempre. Pois que é melhor manter um
amigo do que ficar com a razão, mas sozinho. Há que abrir espaços em nós para
que a serenidade que assim se alcança convide a felicidade a fazer do nosso
espírito morada sua.
A humildade e a simplicidade são formas de ser, não
de parecer.
Um erro comum é querer ser tudo já. Nunca nada chega... e são
tantas vezes as saudades a revelarem-nos o verdadeiro valor dos instantes
vividos mas já passados. As pressas atropelam o tempo.
Importa não cair na tentação de querer ser senhor do próprio futuro... e aprender a confiar mais. Cedendo espaço à esperança.
Afinal, quantas vezes uma tragédia, decepção, desilusão ou uma simples despedida, ao invés de serem tristes fins revelam-se, depois, como os pontos de partida das nossas maiores aventuras?
Importa não cair na tentação de querer ser senhor do próprio futuro... e aprender a confiar mais. Cedendo espaço à esperança.
Afinal, quantas vezes uma tragédia, decepção, desilusão ou uma simples despedida, ao invés de serem tristes fins revelam-se, depois, como os pontos de partida das nossas maiores aventuras?
- José Luís Nunes
Martins
By:Islândia Silva

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